Caros Professores Bom dia!
Aproveitando o período de férias, indico o filme “Toda criança é especial”, um filme indiano, do diretor Aamir Khan, muito bom, que pode nos auxiliar a “positivar o nosso olhar” de educadores, que somos, aos nossos alunos! O longa-metragem aborda a vida de um garoto de 8 anos que é rejeitado pela escola e, em consequência, pelos pais. Diagnosticado como disléxico, o menino é repreendido por ter dificuldade de se concentrar e acaba deprimido ao ser encaminhado para um internato. Lá, um professor atento e dedicado acaba por trazê-lo de volta à vida, com seu jeito diferente de educar atrai a atenção dos alunos e inclusive o de Isshan, que possui dificuldades em aprender. De certa forma, a postura do professor nos leva a uma reflexão sobre a nossa prática pedagógica, ou seja, até quanto eu ofereço atenção especial a cada um dos meus alunos? Será possível individualizar a atenção? O filme nos oferece um caminho, ou seja, perceber o olhar de cada aluno nosso nos leva a identificar suas primeiras necessidades, ou seja, é sim possível notar quando um aluno precisa mais de você do que os outros, e aí, devemos dedicar um tempinho a mais na preparação das atividades para aquela turma, pois, o menor tempo e carinho que dedicar a este aluno com dificuldades reverterá em ganhos para a vida toda e colaborará no desenvolvimento educacional e social de toda uma turma. Assistam, vale a pena!!!!
Atividades do curso – 09/04/2011 à 14/05/2011
- Oficina Temática – Lei 10.639/03, Livro didático e Jogo Awalé – Profª Alethéia e Susete (PCOPs)
- Debate com professores.
Resumo sobre o Filme “Adorável Professor” (Herek Stephen) Autor: Raimundo daSilva Santos Júnior (Juruti)
O filme retrata os desafios de ensinar em uma escola tradicional, assim como os impactos negativos da escola tradicional para o processo ensino-aprendizagem. O professor não teve o magistério inicialmente como uma profissão de seu desejo, mas sim como uma formação apenas para compor seu currículo. Ao assumir sua cadeira de professor de música na Escola John F. Kennedy, iniciou suas aulas com uma postura bancária demonstrando que estava ali apenas para passar os conhecimentos da música, o que era comum a realidade da escola, pois, se tratava de uma escola que seguia um modelo tradicional.
O foco principal do filme é o desafio de ser professor educador, de ser significativo para seus alunos, de transformar a prática pedagógica em uma atitude prazerosa, de fazer educação em situações adversas, combatendo o tradicionalismo que em excesso é nocivo à educação.
No primeiro momento, demonstrou não se importar com o tipo de conhecimento musical já vivenciado por seus alunos. Porém, ao observar que não estava obtendo rendimento satisfatório com a turma, o professor utilizou suas avaliações catastróficas com teor realmente avaliativo, avaliando não só o desempenho dos alunos mais também o seu próprio desempenho.
Graças à avaliação, o professor tomou outra postura, a de perguntar a seus alunos que tipo de música eles mais gostavam, ao que teve como resposta majoritária Rock and Roll. &n bsp; &n bsp. A partir dessa postura realmente educativa o desempenho de seus alunos melhorou, no entanto por não se tratar de uma escola democrática a preocupação dos dirigentes da instituição foi imediata de questionar o professor sobre a utilização do Rock and Roll, ao que o professor defendeu com muita sabedoria alegando que para se chegar ao objetivo proposto o professor precisa fazer uso de ferramentas negadas pelos conservadores.
O professor demonstrou-se nesse segundo momento do filme, digo depois de avaliar sua postura, mais sensível às dificuldades dos alunos e se encontrou como professor, passando a ver que todos são capazes de desenvolver suas habilidades, respeitando-se as diferenças, como foi o caso do aluno que ele treinou a tocar tambor para que não perdesse a vaga no time de futebol americano. É certo que para que o professor chegasse a essa conclusão ele precisou interagir com outro profissional, o professor de Educação Física, este que lhe ensinou a considerar ainda mais o potencial das pessoas para uma determinada função. Com isso o filme retrata a importância de considerarmos o aluno como sujeito da educação, mas não obrigado a ser o que a escola deseja que ele venha a ser. A escola deve estimular o aluno a fazer sua escolha profissional correta, para que venha a fazer aquilo que o deixa feliz.
Foi possível ver que o êxito do professor com sua turma, não foi considerado como de grande importância para a instituição. Quando a escola passou por problemas financeiros e teve que reduzir gastos, o professor foi demitido.
Observamos que a reflexão do professor de que tudo tinha sido em vão, seu trabalho, seus momentos de emoção com seus alunos, chegando a considerar-se descartável, constituiu o fundamento reflexível mais importante do filme, pois, no momento de aflição, ao olhar apenas para o problema da demissão, esqueceu o quanto havia marcado positivamente seus alunos, colaborando de maneira relevante para formação de cada um, inclusive da governadora, sua ex-aluna quem fez um discurso emocionante sobre a importância do seu professor Holland.
Aprendemos com essa história que um professor se torna adorável para seus alunos, quando se dedica de verdade em favorecer a aprendizagem dos mesmos, quando lhe ensina que são capazes de vencer seus maiores desafios, e quando considera o conhecimento cognitivo do discente em sua prática pedagógica. O professor jamais será descartável para aquele aluno com quem de fato ele fez a educação acontecer, considerando a verdadeira educação como sendo aquela que transforma a vida do educando para melhor, que transforma suas atitudes.
O verdadeiro professor é aquele que também é educador, e não está preocupado apenas com os conteúdos a serem repassados, mas sim, e em grande proporção intelectual com o ensino para a melhoria da qualidade de vida dos discentes.
Há cerca de trezentos anos, o café tem sido uma bebida popular em todo o mundo civilizado, mas pouco se sabe sobre a maneira exata como foi descoberto.Talvez você tenha ouvido algumas lendas antigas sobre cabras pastando nas montanhas, comendo os frutos do cafeeiro, e em seguida dando cabriolas devido às propriedades estimulantes do café. Existem outras narrativas que falam sobre um fanático religioso expulso de Moca que se refugiou nas montanhas da Arábia. Ele provou alguns frutos estranhos que cresciam num arbusto. Como eram amargos, ele tentou melhorar o sabor tostando-os sobre o fogo. Isso os tornou quebradiços, e ele tentou amolecê-los na água, e quando a água na qual os grãos estavam imersos se tornou marrom, este Sr. Omar (pois este era o seu nome) bebeu e descobriu como aquilo era bom e revigorante. Isso foi lá pelos idos do século treze. Muito antes disso o café crescia à vontade na Abissínia.O café, até o final do século dezessete, vinha totalmente da Arábia e era conhecido como Moca, o nome da cidade de sua origem. Mais ou menos naquela época, espertos mercadores holandeses, percebendo a crescente demanda e as perspectivas de um novo comércio, induziram seu governo a experimentar a plantação de café nas possessões das Índias Orientais Holandesas. O governador da Ilha de Java distribuiu sementes em várias partes da Ilha e devido à fertilidade do solo e as condições climáticas favoráveis, logo as plantas se desenvolveram. De Java, o café espalhou-se para as Índias Ocidentais e finalmente para a América do Sul e Central, onde o clima era particularmente propício ao rápido desenvolvimento do cafeeiro. Ali o seu cultivo foi feito de maneira extensiva, até agora, e provavelmente 90% de todo o café cultivado vem do Hemisfério Ocidental. Assim o centro da produção se mudou do antigo mundo para o novo e, com um começo promissor, o café atualmente é uma das produções mais rentáveis do comércio mundial. O consumo chega a 2 bilhões de quilos, dos quais cerca de 57% são fornecidos pelo Brasil. Os Estados Unidos lideram como país consumidor de café, com cerca de metade de toda a quantidade consumida mundialmente. O consumo per capita excede 7 quilos por ano. O cafeeiro é plantado com as sementes totalmente amadurecidas, selecionadas com esta finalidade. Quando as mudas atingem trinta centímetros de altura, são levadas para a plantação e dispostas em fileiras, com três metros de distância entre elas. Quando estão totalmente crescidas, atingem a altura de 3 metros ou pouco mais.Cada arbusto produz anualmente até um quilo e meio de café, depois do quarto ou quinto ano. Os cafeeiros podem produzir até os 100 anos de idade, mas seu período mais produtivo vai do 5º ao 50º ano. A folhagem é de um verde escuro brilhante. As flores são pequenas em formato de estrelas, perfumadas, e crescem em cachos. O desenvolvimento do fruto exige cerca de seis meses e, quando maduro, tem uma cor vermelho profundo e é conhecido como “cereja”. Durante a estação da colheita, os serviços de todos os trabalhadores da fazenda e suas famílias são necessários para que o fruto possa ser colhido rapidamente e encaminhado para os preparativos finais.
Suave estimulante
Os estimulantes são substâncias que excitam os nervos e alguns órgãos do corpo. Os nervos estimulados enviam mensagens ao cérebro e dele para outras partes, com muita rapidez. Isso faz a pessoa agir e pensar de maneira mais alerta e animada. O café (como o chá) contém cafeína que eleva a pressão sanguínea e age como um leve estimulante. Uma ou duas xícaras diárias de café provavelmente é algo inofensivo para a maioria das pessoas. Porém algumas pessoas acham que beber café antes de ir para a cama pode causar insônia. Os médicos às vezes aconselham determinados pacientes a se absterem completamente de café, ou a beberem um café descafeinado. Em muitas fábricas e escritórios, portanto, “a pausa para o café” é fornecida aos empregados às custas da empresa. Isso é considerado boa política – e bom investimento, pois a pausa para o café recobra as energias e estimula os trabalhadores a trabalharem com maior eficiência.
Os registros do uso do sal remontam a 5 mil anos. Ele já era usado na Babilônia, no Egito, na China e em civilizações pré-colombianas. Nas civilizações mais antigas, contudo, apenas as populações costeiras tinham acesso a ele. Mesmo assim, estavam sujeitas a períodos de escassez, determinados por condições climáticas e por períodos de elevação do nível do mar. A tecnologia de mineração só começou a se desenvolver na Idade Média. Escasso e precioso, o sal era vendido a peso de ouro. Em diversas ocasiões, foi usado como dinheiro. Entre os exemplos históricos mais conhecidos figura o costume romano de pagar em sal parte da remuneração dos soldados, o que deu origem à palavra salário. Por ser tão valioso, o sal foi alvo de muitas disputas. Roma e Cartago entraram em guerra em 250 a.C. pelo domínio da produção e da distribuição do sal no Mar Adriático e no Mediterrâneo. E após vencer os cartagineses, o exército romano salgou as terras do inimigo, para que se tornassem estéreis. Cerca de 110 a.C., o Imperador chinês Han Wu Di iniciou o monopólio do comércio de sal no país, transformando a “pirataria de sal” em crime sujeito à pena de morte. O monopólio e o peso dos impostos sobre o sal foram estopim de grandes rebeliões. Na França, a elevação de uma taxa criada em 1340, chamada gabelle, ajudou a precipitar a Revolução, em 1789. Séculos depois, na Índia, as taxas abusivas cobradas pelos ingleses encorajaram o movimento da desobediência civil, liderado por Ghandi, na década de 1930. Em alguns países europeus, a exploração e o armazenamento de sal foram delegados a monastérios. O mais antigo documento conhecido sobre o sal português, do ano de 959, é uma doação de terras e marinhas de sal feita por uma condessa a um mosteiro. A mina de Wielickzka, na Polôna, uma das mais antigas do mundo é considerada patrimônio cultural da humanidade, pela ONU, pelas esculturas feitas em suas paredes, foi iniciada no século XI com uma carta de mineração conferida pelo estado ao monastério de Tyniec.
No Brasil
Como Portugal possuía salinas, tratou de exportar seu sal para as colônias e de proibir não apenas a extração local, como o aproveitamento das salinas naturais. Os brasileiros, que tinham acesso a sal gratuito e abundante, foram obrigados, em 1655, a consumir o produto caro da metrópole. No final do século 17, quando a expansão da pecuária e a mineração de ouro aumentaram demais a demanda, a coroa, incapaz de garantir o abastecimento, permitiu o uso do sal brasileiro, desde que comercializado por contratadores. A partir de 1808, quando D. João VI, ameaçado por Napoleão, transferiu para o Rio e Janeiro a sede do império português, a extração e o comércio de sal foram permitidos dentro do reino, mas persistia, ainda, a importação. As primeiras salinas artificiais começaram a funcionar no Brasil depois da independência.